domingo, 17 de outubro de 2010

Dimensão Estruturante das Tecnologias



Atualmente uma escola que não tenha em seu currículo a informática e em suas dependências um laboratório de informática é considerado “tradicional” e o professor que, em seu planejamento diário não utilize as “novas” tecnologias não está conectado ao mundo globalizado.
Mas o que percebemos é que a maioria das escolas utiliza as tecnologias totalmente desarticuladas da proposta pedagógica, o que acaba por reduzir o conhecimento a informações estáticas e o aluno a um mero receptor de informações.
Perceber a dimensão estruturante das tecnologias permite que os alunos criem, participem, interajam, colaborem entre si, ao mesmo tempo em que exige uma nova visão do mundo e da escola.
Para Valente "o computador não é mais o instrumento que ensina o aprendiz, mas a ferramenta com a qual o aluno desenvolve algo, e, portanto, o aprendizado ocorre pelo fato de estar executando uma tarefa por intermédio do computador." (VALENTE, 1993:8).
Portanto, utilizar as tecnologias como um novo recurso na escola, uma nova ferramenta de trabalho, um novo instrumento que chama atenção dos alunos, implica em limitar os usos que as tecnologias nos proporcionam e empobrece a prática pedagógica do professor.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Uma estética para corpos mutantes



O autor Edvaldo Souza Couto, mestre em Filosofia, doutor em Educação e professor no Departamento de Educação na Universidade Federal da Bahia, em seu artigo Uma estética para corpos mutantes traz a discussão o uso das tecnologias sobre o corpo humano, principal objeto de consumo da atualidade.

A rapidez que o mundo contemporâneo processa novas informações tem influência direta no corpo humano. Assim esse corpo precisa responder as demandas que surgem necessitando ser ágil, rápido, resistente e sadio.

De acordo com o autor as novas tecnologias proporcionaram o processo de mudança tanto na sociedade como nos sujeitos, permitindo tratar o corpo de forma a amplificar suas capacidades naturais.

Essa estética para corpos mutantes ressalta que o corpo revisado, corrigido e projetado pelas técnicas, não é mais roteiro de filmes americanos de ficção científica, mas uma realidade atual.

Se por um lado, a busca de um corpo perfeito permite modificá-lo a nosso bel prazer, por outro lado permite recuperar movimentos, sentidos e limitações nunca antes pensadas, transformando o corpo numa máquina perfeita.

Assim, segundo o autor, as novas tecnologias nos possibilitam transformar o corpo num objeto em constante movimento, a experimentar variadas possibilidades e a vivenciar uma liberdade mutante e mutável.